terça-feira, 21 de outubro de 2008

Primeiro novo post e último tango

Lu, quando você achava que nosso blog havia morrido, voltamos à carga! Quando você não sabe exatamente sobre o que falar, já que dá pra falar de tanta coisa, vamos apelar pro espírito vale-postar-a-última-coisa-que-gostou, e ver no que dá.

Confesso que amo cinema, assito tudo e qualquer coisa, mas a angústia de ter que ver todos os filmes da Mostra me dá um pouco de tontura! A gente fica tão aflito pra escolher os melhores pra ver (e pra escapar de roubadas indescritíveis), que acaba vendo nenhum ou poucos, e pior, esquecendo de todo o resto que está na prateleira da 2001 há 50 anos e você nunca teve a pachorra de alugar!

Nesse espírito assitir os clássicos antes que os novos virem clássicos e sua lista aumente cada vez mais, vi finalmente essa semana, e sem vergonha de ter demorado tanto, O Último Tango em Paris. Motivos para ver esse filme fabuloso, polêmico e modernésimo (até hoje) não faltam e qualquer blog de crítica de cinema de verdade vai te falar uns 200. A direção do Bertolucci, a fotografia foda (de Vittorio Storaro), o Marlon Brandon impossível, a lindinha da Maria Schneider, o retrato improvável de Paris, a cena polêmica da manteiga (não acredito que seja essa única cena que tenha ficado gravada no imaginário popular!), são alguns desses. Escolha o que quiser, porque você vai terminar a sessão com aquele incômodo esquisito, com aquela pulguinha atrás da orelha que só um bom clássico consegue colocar. Fiquei maluca com a cena do Paul e da sogra no abre-e-fecha das portas do hotelzinho, mais maluca ainda com o Paul conversando com a mulher morta, e definitivamente o concurso de tango em paris é qualquer coisa de surreal. Vale o ingresso!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

suspiros



Ana Belizario, a senhora é mesmo uma ingrata que cria o blog e me deixa aqui postando sozinha. Nem um comentariozinho sequer.
Mas, como eu te amo incondicionalmente, to postando mais essa pra acalantar seu coração. E pra te ajudar e ficar "nem ai" quando falam mau do nosso david byrne tropicalista.
Canta pra gente, Caetanoooooooooo. Bota poesia até no moon walk do Michael!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Queen of Fluids



Se o post do foguete aí de baixo foi uma das coisas mais lindas que eu li este ano, esse vídeo com certeza foi uma das coisas mais bonitas que assisti.
Dez a zero pro Riquinha que, além de encontrar a pérola no emaranhado inerte da rede, escolheu, com precisão cirurgica, a quem mostrar: caipira ou não, a arte será eternamente o alvo maior do meu deslumbre. Que remédio?

domingo, 19 de agosto de 2007

Até parece que o futuro foi ontem, por Macos Sá Correa para Revista Piauí - agosto 2008


"Montado em sua coluna de fumaça, tendo como cenário o azul equatorial da tarde maranhense, o VSB-30 V04 decolou da Base de Alcântara como um quilométrico ponto de exclamação. De repente, como num passe de mágica, havia qualquer coisa no ar além dos aviões de carreira. Nunca-na-história-deste-país, como naqueles dezenove minutos de subida vertical, o Barão de Itararé foi tão profético. Dias antes, o brigadeiro José Carlos Pereira, da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária, a famigerada Infraero, admitira: “a malha aérea brasileira foi para o espaço”. E a resposta veio de foguete, a 7,2 mil quilômetros por hora, sete vezes mais ligeira que o som: o espaço, pelo menos, continuava em boas mãos.

O VSB-30 – para os enfronhados, Veículo de Sondagem Booster série 30 – zarpou no dia dezenove de julho. Passavam catorze minutos do meio-dia no instante da largada. Devido a acertos de última hora nos reatores, ele saiu atrasado uma semana. Sofrera seis adiamentos por mau tempo. São coisas que acontecem com qualquer passageiro de ponte aérea. O importante é que, na decolagem, o foguete brasileiro foi agraciado com céu límpido, sem nuvens, anil. Literalmente, um céu de brigadeiro."

segunda-feira, 2 de julho de 2007

testando

ah, vai, todo mundo tem...